Economia e Infraestrutura

As principais atividades econômicas de Lavras do Sul são a pecuária (ovinos e bovinos, para extração de couro e abate), comércio e serviços (mais de 200 estabelecimentos comerciais) e o turismo, praticado em pequena escala. A agricultura possui considerável importância, principalmente no que diz respeito ao plantio de soja e arroz. Existem, ainda, focos de fruticultura, em sua maioria em pequena escala.

Segundo dados de 2010 do IBGE, o Valor adicionado bruto da agropecuária é de R$ 82.592.000,00. O setor da indústria representa R$ 7.683.000,00; e o setor de serviços teve o valor arrecadado de R$ 61.634.000,00. De acordo com as Estatísticas do Cadastro Central de Empresas, divulgado em 2011 pelo IBGE, Lavras do Sul possui 266 empresas atuantes, distribuídas em 274 unidades locais, empregando 984 pessoas. O rendimento médio dos trabalhadores nas empresas lavrenses é de 2,1 salários mínmos. O número de empresas lavrenses é crescente: em 2006, eram 216. Existem ainda 48 entidades, associações e fundações privadas sem fins lucrativos, segundo dados do IBGE em 2010.

No setor da agropecuária podemos destacar os seguintes produtos cultivados no Município: figo, laranja, limão, maçã, pêra, pêssego, tangerina, uva (lavouras permanentes); amendoim, arroz, batata-doce, batata-inglesa, cebola, cevada, feijão, mamona, mandioca, melancia, melão, milho, soja, tomate e trigo (lavouras temporárias); ovinos, bovinos, eqüinos e bubalinos (pecuária); lenha, mel, carne ovina, lã de ovelha, compotas e derivados (agroindústria).

O Produto Interno Bruto (PIB) de Lavras do Sul é, segundo a FEE/RS, com dados de 2011, de R$ 152.731.000,00, o 187º maior do estado gaúcho. 51,04 % do PIB está na Agropecuária, 5,23% na Indústria e 43,73% nos serviços.

Estradas

Lavras do Sul é influenciada, no ponto de vista regional, por Caçapava do Sul e Santa Maria (de acordo com estudos do IBGE). Porém, Bagé (principal cidade da Região da Campanha) exerce influência aos lavrenses. A condição precária das rodovias RSC-473 (Bagé/Lavras do Sul/São Gabriel), ERS-630 (Dom Pedrito / Lavras do Sul e São Gabriel) e ERS-357 (27 km de chão após o trevo de entrada de Lavras do Sul até a localidade do Taboleiro, onde se encontra com a RSC-473) dificulta o acesso ao escoamento da economia da região, além dos traslados de lavrenses e de pessoas de municípios vizinhos para serviços de saúde e educacionais, entre outros. O asfaltamento dessas rodovias é fundamental para o desenvolvimento do Pampa Gaúcho, sendo necessária, para isto, a mobilização do Poder Público e da sociedade. Uma viagem de ônibus de Lavras do Sul a Bagé, exemplificando, dura cerca de duas horas para percorrer 81 km. Se já estivesse asfaltada, poderia levar entre 45 minutos e uma hora, no máximo.

Depois de várias décadas com o acesso rodoviário a Caçapava e Porto Alegre sendo feito exclusivamente por estradas de chão, somente em 1990 este acesso foi asfaltado, após muita luta dos governos locais em relação ao Executivo Estadual. Todavia, a ligação com Bagé (continuação da ERS-357 e RSC-473) permanece sem asfalto. O asfaltamento dessas rodovias é um antigo sonho lavrense, pois possibilitaria um acesso mais rápido e econômico, uma melhoria do escoamento da produção agropecuária e de mineração e, assim, uma melhoria das condições de vida e de uma melhor integração com essa cidade, distante 81 km de Lavras, que é o maior centro urbano da região da Campanha, com cerca de 120 mil habitantes.

Lavras possui mais de 1.000 km de vias municipais.

A ERS-357, denominada Rodovia João Francisco da Cunha Franco, é uma homenagem a um grande Tenente Coronel da região. Pela direção e sentido que ela percorre, é considerada uma rodovia diagonal. Liga a zona urbana de Caçapava do Sul ao entroncamento com a RSC-473 (em trecho de estrada de chão), passando pela sede municipal de Lavras do Sul. Sua extensão total é de 90 km (61 de asfalto e 29 por terra, em direção ao sul, sentido Bagé). É a ligação fundamental de Lavras do Sul com o resto do Estado.