O território de Lavras do Sul foi estratégico para a demarcação das disputas pelas terras entre Portugal e Espanha, através de tratados de limites como os de Madri e de Santo Ildefonso, com linhas determinadas em documentos (exemplo: a linha do Tratado de Santo Ildefonso curiosamente faz uma curva sobre o território lavrense ,justamente sobre o distrito aurífero deste). E, juntamente com o Tratado de Madrid, unem-se justamente sobre Lavras do Sul, formando um vértice histórico. Pode, esta questão de encontro de tratados fronteiriços, ser um fator para a cultura aproximadas de Argentina e Uruguai, com elementos de influência lusitana e sotaque peculiar, permanente na marca dos lavrenses até os dias de hoje.
O sítio urbano de Lavras do Sul poderia ser estabelecido, pelos jesuítas, na Região do Segundo Distrito (Ibaré), através do Povoado de Santo Antônio, o Novo, que desapareceu por conta das Guerras Guaraníticas (e conflitos, como a Batalha do Jaguary, entre colonizadores e povos indígenas) e mudanças de limites dos territórios, ora de domínio espanhol, ora de domínio português.
